https://doi.org/10.59654/33k8a578
Relação entre a criança com TDAH e o ambiente
familiar: uma revisão sistemática
Relación entre el niño con TDAH y el entorno familiar:
una revisión sistemática
Resumo
O presente estudo centra-se em compreender a possível interdependência entre um diagnóstico de TDAH, a res-
posta ao mesmo entre os membros da família, e como isto afeta bidirecionalmente as relações, o funcionamento
e, em definitiva, a saúde mental de todos os conviventes. O desenho metodológico é o de uma revisão sistemática
seguindo o protocolo PRISMA. Os estudos analisaram-se mediante um enfoque qualitativo, partindo de um grupo
inicial de 143 trabalhos, dos quais dez se incluíram na amostra final. Os estudos selecionados mostram uma clara
tendência para experimentar uma emocionalidade negativa, o que conduz a estilos parentais permissivos e/ou au-
toritários, o que resulta num aumento da sintomatología clínica da criança afetada por TDAH e atua como um
influxo cíclico de sentimentos e comportamentos não desejados.
Palavras-chave: TDAH, família, relações sociais.
Resumen
El presente estudio se centra en comprender la posible interdependencia entre un diagnóstico de TDAH, la respuesta
al mismo entre los miembros de la familia, y cómo esto afecta bidireccionalmente las relaciones, el funcionamiento
y, en definitiva, la salud mental de todos los convivientes. El diseño metodológico es el de una revisión sistemática
siguiendo el protocolo PRISMA. Los estudios se analizaron mediante un enfoque cualitativo partiendo de un grupo
inicial de 143 trabajos, de los cuales diez se incluyeron en la muestra final. Los estudios seleccionados muestran una
clara tendencia a experimentar una emocionalidad negativa, lo que conduce a estilos parentales permisivos y/o au-
toritarios, lo que resulta en un aumento de la sintomatología clínica del niño afectado por TDAH y actúa como un
influjo cíclico de sentimientos y comportamientos no deseados.
Palabras clave: TDAH, familia, relaciones sociales.
Como citar este artigo (APA): Gallardo, H. C. (2026). Relação entre a criança com TDAH e o ambiente familiar: uma revisão
sistemática. Revista Digital de Investigación y Postgrado, 7 (13), 45—58. https://doi.org/10.59654/33k8a578
Celia Gallardo Herrerías*
Universidade de Almería, Almería, Espanha
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Introdução
A Perturbação de hiperatividade e défice de atenção (TDAH) refere-se a um padrão persistente de de-
satenção, impulsividade e hiperatividade que altera o funcionamento normal dos âmbitos social, fa-
miliar, laboral e/ou escolar da pessoa afetada, com uma duração superior a seis meses (American
Psychiatric Association, 2022).
Do ponto de vista clínico, o TDAH é uma das perturbações do neurodesenvolvimento com maior
prevalência na população infantojuvenil a nível mundial (cerca de 5%), embora a sua incidência na
idade adulta seja mais evidente, dado que o quadro clínico pode confundir-se com comportamentos
prototípicos da infância (Berenguer et al., 2019; D’Onofrio & Emery, 2019).
Para compreender o alcance da apresentação do TDAH, é necessário recorrer à análise do seu per-
curso diagnóstico, empreendido no século XVIII pelos pediatras e psicólogos da época, que lhe atri-
buíram uma forte etiologia moralista vinculada a fatores ambientais e, especialmente, aos padrões
de criação desenvolvidos no seio familiar (Gómez & Ortiz, 2019) – um defeito moral que, anos depois,
se complementou com a ideia de disfunção cerebral mínima, apontando para a alteração de certas
regiões neuronais e conexões sinápticas como fatores causais de um quadro sintomático vinculado
ao défice de atenção, às dificuldades de aprendizagem, à atividade motora excessiva e aos problemas
de controlo comportamental. Atualmente, aceita-se uma postura etiológica multifatorial, em que
tanto a predisposição genética da pessoa afetada como as características ambientais presentes no
contexto de referência social desempenham um papel importante na gravidade e sintomatologia
com que a perturbação se manifesta (González et al., 2022).
O percurso etiológico empreendido pelo TDAH ao longo dos anos foi acompanhado por múltiplas
nomenclaturas, desde a disfunção cerebral mínima, como mencionado anteriormente, até à atual-
mente aceite perturbação de défice de atenção e hiperatividade. Com a publicação da terceira edição
do Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais (DSM-III), a nova nomenclatura de
perturbação de défice de atenção e hiperatividade criou outra controvérsia relativamente à sua sin-
tomatologia, no que diz respeito a depender ou não de padrões hiperativos (Morales & Mosquera,
2022).
O TDAH também apresenta uma elevada predisposição para se manifestar de forma comórbida com
outras perturbações mentais, como as perturbações do espectro do autismo, as perturbações de ti-
ques, as perturbações depressivas, as dificuldades de aprendizagem ou as perturbações da lingua-
gem, entre outras, o que agrava a sintomatologia nuclear das perturbações dominantes e comórbidas.
Tanto o TDAH como as suas apresentações comórbidas, recentemente aceites e enumeradas no Ma-
nual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais (DSM-5-TR), adquiriram uma maior visibi-
lidade social, facilitando novos instrumentos de diagnóstico e opções de tratamento, graças aos
avanços científicos no estudo desta afecção neuropsicológica (American Psychiatric Association, 2022).
Por outro lado, a forma atual de entender socialmente o TDAH deixa de lado uma postura reducionista
e unipessoal, já que é necessário estudiar esta perturbação como algo mais do que um problema de
saúde individual, e sim como um que está diretamente vinculado ao âmbito social e familiar mais
próximo da pessoa afetada, capaz de alterar os padrões de funcionamento sociofamiliar e a qualidade
de vida dos conviventes (Stadelmann et al., 2021).
No entanto, a convivência com uma criança que padece de TDAH pode viver-se de formas muito di-
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versas, consoante as circunstâncias sociais, os valores ou a experiência dos familiares, e o âmbito
social mais próximo de uma perturbação análoga (Urbano et al., 2022). A convivência com uma pes-
soa com TDAH afeta de forma bidirecional a organização e o modelo familiar estabelecido, reque-
rendo ajustes de diversa significação na vida pessoal e profissional dos conviventes para que os
esforços se unam em resposta a um mesmo propósito de melhorar a qualidade de vida de todas as
figuras envolvidas no núcleo familiar.
O objetivo do presente estudo é compilar a evidência científica disponível para determinar a possível
concomitância entre o TDAH e a resposta familiar perante um diagnóstico, as repercussões que esta
situação tem nas relações e no funcionamento do lar, e vice-versa – ou seja, como as atitudes dos
familiares afetam o quadro clínico do TDAH –, procurando determinar se o estilo parental condiciona
a evolução da perturbação. A intenção é determinar em que grau um diagnóstico de TDAH influencia
a dinâmica familiar, e vice-versa, e como o funcionamento familiar afeta o desenvolvimento clínico
de uma criança com TDAH, tendo em conta os possíveis efeitos que a formação parental pode ter
nas respostas familiares. Especificamente, a presente revisão estabelece os seguintes objetivos: (a)
Conhecer como o envolvimento familiar afeta as condições do TDAH. (b) Analisar se os estilos pa-
rentais causam alguma influência no TDAH, e vice-versa. (c) Identificar o impacto do diagnóstico de
TDAH na saúde mental dos pais.
Metodologia
De acordo com os objetivos estabelecidos, o método seguido baseou-se em desenvolver uma revisão
sistemática para analisar a influência que a sintomatología associada ao TDAH tem no ambiente fa-
miliar e como a predisposição da família e os estilos parentais afetam o prognóstico do TDAH, com
o propósito de obter uma compreensão mais integral do tema. A revisão sistemática aqui apresentada
procurou documentos bibliográficos através das bases de dados Web of Science (WOS), Scopus, Pub-
Med, Redalyc, Scielo e Dialnet, utilizando como descritores trastorno por déficit de atención e hipe-
ractividad, calidad de vida e familia nos campos de título, resumo e/ou palavras-chave. A eleição
destas bases de dados baseou-se no seu reconhecimento e prestígio internacional, assim como na
sua vinculação direta com o conteúdo específico da investigação. Após procurar, compilar e selecionar
os artigos considerados mais relevantes para o estudo, procedeu-se a analisá-los, extraindo a infor-
mação descritiva e os seus principais achados, a partir dos quais se obteve a evidência para os resul-
tados.
Procedimentos de busca
Realizou-se uma busca inicial de documentos bibliográficos publicados até 2023 através das bases
de dados Web of Science (WOS), Scopus, PubMed, Redalyc, Scielo e Dialnet, utilizando como combi-
nação de descritores trastorno por déficit de atención e hiperactividad, calidad de vida e familia. Os
resultados da busca inicial limitaram-se a documentos completos de acesso aberto e restringiram-se
às categorias TDAH/ADHD e familia para trabalhos elaborados em inglês ou espanhol.
Finalmente, incluiu-se um total de dez artigos (Figura 1) após serem analisados desde duas perspeti-
vas: por um lado, a informação descritiva e os achados dos estudos e, por outro, a qualidade dos ar-
tigos selecionados e a validade da informação que continham. Para tal, os investigadores tiveram de
avaliar a elegibilidade dos artigos relativamente aos objetivos da revisão, destacando aspetos temá-
ticos como o impacto do TDAH na família e o papel bidirecional de influência entre a saúde mental,
os estilos parentais, a qualidade de vida familiar e o TDAH. Na Figura 1 mostra-se o processo de
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busca e seleção da literatura utilizando o diagrama de fluxo PRISMA (Preferred Reporting Items for
Systematic Reviews and Meta-Analyses) para revisões sistemáticas (Moher et al., 2009).
Figura 1
Diagrama de fluxo PRISMA
Nota: elaboração própria (2025).
Seleção de estudos: critérios de inclusão e exclusão
Para selecionar os artigos relacionados com o tema de estudo, estabeleceu-se uma série de critérios
de inclusão. Estes critérios foram: (A) artigos de investigação ou estudos empíricos, (B) artigos não
duplicados, (C) trabalhos centrados em estudar as implicações que o diagnóstico de um caso com
TDAH gera no lar familiar, assim como os efeitos que a dinâmica familiar tem no curso do TDAH, (D)
documentos publicados desde 1990 até 2024. Assim também, neste estudo, a busca centrou-se em
artigos publicados em revistas com revisão por pares, excluindo comunicações, teses e capítulos de
livros. Estes critérios de inclusão foram essenciais, já que permitiram centrar a atenção em estudar as
repercussões que um diagnóstico de TDAH tem no ambiente familiar e como a pessoa afetada e os
familiares veem alterado o seu estado emocional de forma bidirecional.
De igual modo, excluíram-se artigos com base nos seguintes critérios de exclusão: (A) Capítulos de
livro, teses e atas de congressos, (B) estudos duplicados, (C) investigações alheias ao estudo do TDAH
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e das suas repercussões na vida familiar, (D) estudos não publicados em revistas com revisão por
pares, (E) relatórios ou comentários editoriais sem dados originais, (F) estudos com problemas éticos
na sua realização.
Resultados
Identificação das publicações selecionadas
Os artigos identificados nesta secção abrangem diferentes investigações centradas em analisar o im-
pacto que um diagnóstico de TDAH tem no ambiente familiar e, de forma recíproca, como a gestão
e a convivência com um filho com TDAH afetam a saúde mental dos pais e os padrões de criação,
detalhando um panorama de fatores confluentes, como um aumento do estado de tensão, stresse,
alterações na perceção própria dos pais sobre o seu papel e a sua eficácia, modificações na dinâmica
familiar e nos estilos parentais. As alterações no funcionamento cognitivo e comportamental das
crianças com TDAH impactam a convivência no âmbito familiar, já que requerem uma atenção quase
contínua; isto compromete a saúde mental não só dos pais, como também dos irmãos e de qualquer
outro convivente, provocando sérias alterações no funcionamento familiar geral.
Neste sentido, a informação compilada estrutura-se seguindo uma sequência que parte da formação
para uma parentalidade positiva numa família afetada pelo TDAH, analisa os estilos e dinâmicas pa-
rentais e a sua influência recíproca no TDAH, e finaliza com um estudo dos efeitos que o diagnóstico
de TDAH, e a convivência com uma pessoa que o padece, têm no estado emocional, na vivência de
stresse e na prevalência de outros psicopatogénios.
Descrição dos itens incluídos
A família é o primeiro agente social com o qual a criança entra em contacto. Além de ser um sistema
complexo de inter-relações – conjugais, filiais e fraternas –, é um âmbito de referência para o cresci-
mento e desenvolvimento integral de todos os seus membros. É por isso que este fenómeno se
estuda como um todo, onde cada parte será influenciada bilateralmente. Assim, as alterações com-
portamentais associadas a que um dos seus membros tenha TDAH afetarão todo o sistema familiar,
mudando a forma de se relacionar, a gestão do comportamento da pessoa afetada e o exercício de
estilos de criação orientados para encontrar o equilíbrio mental e a gestão social da perturbação
(Agha et al., 2020).
Em muitos casos, a falta de apoio e assessoria dada aos familiares destas crianças com TDAH dificulta
seriamente a sua autoperceção e capacidade para enfrentar uma situação de criação tão anómala.
Portanto, é fundamentalmente importante desenvolver competências para uma parentalidade ade-
quada nos casos em que as famílias têm um membro com TDAH, não só para minimizar o impacto
que o diagnóstico da criança tem na funcionalidade familiar e nas relações entre conviventes, como
também para ajudar a estimular o desenvolvimento global da criança. Neste sentido, os resultados
do estudo levado a cabo por Andrades et al. (2019) corroboram como a falta de informação e for-
mação condiciona consideravelmente a capacidade da família para ajudar o seu filho com TDAH,
comprometendo a consistência do seu estilo parental. Nesta investigação, participaram três famílias
com filhos com TDAH e a informação obteve-se mediante entrevistas.
Na mesma linha, Fabra (2021) considera que a formação dos familiares e tutores legais responsáveis
por crianças com TDAH ajuda a abordar a perturbação de forma mais positiva, fornecendo ferra-
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mentas e informação para compreender as necessidades reais da pessoa afetada; isto evidenciou-se
nos resultados obtidos após aplicar um programa de intervenção formativa. O estudo procurou de-
monstrar a eficácia de um programa de intervenção familiar de seis semanas, observando melhorias
significativas nas relações familiares e no ambiente do lar. O programa de treino em comportamento
parental foi uma ferramenta chave para mudar o estilo educativo, tornando-o mais respeitador e
compreensivo com os afetados, ao mesmo tempo que refletia um ambiente mais cordial e relaxado
em vez de disciplinar.
De la Rosa (2019) obteve resultados que não concordavam com os de Andrades et al. (2019) e Fabra
(2021). Neste caso, não se observaram evidências significativas antes e depois da participação parental
num workshop psicoeducativo sobre o TDAH. Participaram um total de 80 familiares, cada um a viver
com uma pessoa com TDAH. Citando os resultados, o mesmo autor concede que, possivelmente, o
workshop não logrou ajustar-se suficientemente às necessidades formativas dos participantes (Ver
Figura 2).
Figura 2
Evolução da intervenção familiar
Nota: elaboração própria (2025).
É importante assinalar que, ao tentar gerir os padrões comportamentais da perturbação, os pais co-
meçam a manifestar respostas adaptativas muito variadas. Estas estão determinadas por diversos fa-
tores associados com a gravidade da apresentação patológica, a sua formação neste transtorno, a
sua perceção do papel parental e a sua paciência, sendo os mais recorrentes os padrões parentais
associados a uma permissividade excessiva ou a uma rigidez excessiva (Morales & Mosquera, 2022;
Orjales, 2019). A dinâmica familiar e os estilos parentais afetarão diretamente a manifestação e evo-
lução clínica do TDAH, sendo as posições extremas disfuncionais para uma parentalidade positiva e
também prejudiciais para o prognóstico da perturbação. Entre outros fatores, isto deve-se ao facto
de os métodos de disciplina habituais serem menos eficazes ou totalmente ineficazes em crianças
com TDAH, dadas as dificuldades que têm em inibir respostas impulsivas ou obedecer a ordens pa-
rentais. Isto, por sua vez, gera procedimentos disciplinares coercivos e inconscientes por parte dos
pais, ao mesmo tempo que desencadeia uma compreensão negativa dos seus próprios papéis pa-
rentais. Portanto, é difícil identificar um estilo parental unidirecional e único em famílias que têm filhos
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com TDAH. De facto, podem observar-se muitos tipos de reações emocionais perante um diagnóstico,
como a desaprovação da perturbação, a rejeição da responsabilidade de a abordar e a atribuição a
uma má prática por parte dos diversos especialistas (típico de um padrão de criação permissivo) ou
uma marcada sobreproteção que retira a autonomia de alguém afetado por esta patologia em termos
do seu desenvolvimento maturativo (Romero, 2022).
Castiblanco et al. (2020) mostram no seu estudo como o comportamento imaturo e disfuncional dos
pais afeta o desenvolvimento de situações relacionais, assim como a dinâmica familiar, permanecendo
este efeito latente nos resultados após aplicar o Instrumento Apgar Familiar.
Os fatores de risco associados ao curso do TDAH são múltiplos. Além disso, é provável que diferentes
variáveis interajam, dando lugar a que os sintomas da perturbação evoluam positiva ou negativa-
mente. No entanto, neste caso, o ambiente familiar (especialmente a família nuclear) impacta nega-
tivamente o desenvolvimento da criança e os seus sintomas, sendo fatores que afetam a gravidade
do TDAH (Segura, 2019).
Seguindo estas ideias, Patiño e Martínez (2020) investigaram como estas influências familiares afeta-
vam um caso específico, refletindo sobre como as dificuldades de criação derivadas de ter um filho
com TDAH impactavam o ambiente imediato, gerando desajustamentos e desequilíbrios entre todos
os membros da família nuclear. Isto deve-se ao desconhecimento relativamente à ineficácia das orien-
tações educativas tradicionais para canalizar o comportamento destas crianças. Em consequência,
um ajustamento insuficiente dos estilos parentais às necessidades da criança com TDAH leva a que
os pais se sintam culpados perante os contratempos e as tentativas falhadas de controlar a conduta
do seu filho. Além disso, esta é uma prática parental disfuncional, que agrava a sintomatologia da
perturbação, dificultando que a criança estabeleça relações sociais com os seus pares, porque o estilo
parental negativo proporciona um modelo de socialização inadequado. Este mecanismo, resultante
de uma psicopatologia familiar em que os membros estão sobrecarregados pelo desespero ou pela
frustração, tem um efeito direto nas manifestações comportamentais disruptivas e antissociais da
criança, as quais se agravam de maneira recíproca. Em resumo, as competências parentais interferem
significativamente na etiopatogenia de uma criança com TDAH e, embora o comportamento desa-
fiador do TDAH impacte negativamente o estado emocional dos pais, ditos problemas comporta-
mentais na criança podem ser mitigados melhorando as competências parentais. Para Patiño e
Martínez (2020), a forma como se aborda o estilo de criação converte-se num dos melhores predi-
tores do prognóstico do TDAH, distinguindo entre o papel passivo ou ativo que o pai assume numa
situação stressante ou ameaçadora. Portanto, ao avaliar o impacto na família de ter um filho com
TDAH, deve centrar-se a atenção não só na idade, no sexo, na sintomatologia nuclear e na comor-
bilidade da apresentação patológica da pessoa afetada, como também nas competências e capaci-
dades dos pais para gerir a perturbação, no seu estilo educativo e nas expetativas geradas pelo seu
papel parental, sendo todos estes fatores determinantes para que experienciem ansiedade, stresse,
culpa, depressão e insatisfação (Patiño & Martínez, 2020).
À inadequação dos estilos parentais permissivos ou autoritários, Freitas et al. (2019) acrescentam a
influência da saúde mental dos pais como um determinante significativo na evolução clínica do TDAH.
Segundo eles, uma baixa autoestima e os sentimentos de culpa têm repercussões no desenvolvimento
emocional de uma criança com TDAH, gerando um turbilhão de sentimentos de fracasso e frustração,
assim como interações negativas que ameaçarão a estabilidade psicológica e emocional tanto da fa-
mília como da criança. Entre os múltiplos instrumentos utilizados no seu estudo encontram-se o In-
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ventário de Estilos Parentais e a Medida Curta para Avaliar a Qualidade de Vida, cujos resultados in-
dicam como o TDAH afeta diretamente a relação conjugal, desestabilizando-a e inclusive levando à
sua rutura devido à falta de consenso na compreensão e gestão da perturbação. Assim, os senti-
mentos associados com a insatisfação e a ineficácia relativamente aos estilos parentais são recorrentes
em famílias que têm filhos com TDAH, fomentando um círculo vicioso de interações negativas e prá-
ticas educativas disfuncionais em que se abandona a supervisão de tarefas, seja por frustração ou
desespero, perante a ineficácia das suas ações (Fabra, 2021).
Aunque experimentar estrés faz parte do processo de criação de qualquer criança, Zambrano et al.
(2020) confirmaram como os altos níveis de estresse parental estão vinculados a padrões de com-
portamento opositor, impulsividade, hiperatividade e outros tipos de problemas comportamentais.
Este indicador é também um preditor preciso do bem-estar psicológico e do estado de saúde mental.
Portanto, é um tema de vital importância, dado que experimentar altos níveis de estresse no ambiente
familiar implica que os pais tenham uma percepção negativa da sua própria capacidade para imple-
mentar intervenções e tratamentos apropriados para cuidar de seu filho com TDAH. Igualmente, o
estudo identificou como reduzir o estresse parental favorece um manejo mais eficaz dos comporta-
mentos problemáticos das crianças, refletindo-se num estilo parental mais positivo e democrático.
Seu estudo, que utilizou a escala de ansiedade CMAS-R, consistiu numa ampla amostra de partici-
pantes (302 sujeitos) que incluía tanto crianças com TDAH como suas famílias (ver Figura 3).
Figura 3
Níveis de estresse parental e sua influência no TDAH
Nota: elaboração própria (2025).
Agha et al. (2020) corroboram a ideia de que os diferentes comportamentos e personalidades das
crianças influenciam diretamente a dinâmica familiar, demonstrando em seu estudo empírico o grau
em que os comportamentos hiperativos e impulsivos das crianças causavam tensão e ansiedade entre
os membros da família. Desta forma, previsivelmente ocorreria uma maior simbiose entre as atitudes
relacionadas à afabilidade, ao respeito às normas, à disciplina e ao autocontrole, em comparação
com o grupo de controle sem TDAH. Assim, existe uma correlação entre os estados de ansiedade, o
mal-estar social parental, a disciplina negativa e a gravidade da manifestação clínica do TDAH. Além
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Relação entre a criança com TDAH e o ambiente familiar: uma revisão sistemática
disso, esses fatores foram associados a um pior funcionamento social e a uma marcada diminuição
na qualidade de vida tanto dos pais quanto dos demais familiares.
Nesta linha de pesquisa, Insa (2020) relata uma maior taxa de prevalência psicopatológica em pais
que têm filhos com TDAH em comparação com aqueles que têm filhos sem nenhum transtorno,
sendo os mais comuns os transtornos de personalidade e os transtornos afetivos. Os pais de crianças
com TDAH estão mais predispostos a experimentar algum tipo de transtorno mental, seja devido à
criação ou às dificuldades acadêmicas e sociais concomitantes à patologia. No entanto, dependendo
da idade dos pais, a presença de transtornos de personalidade quase certamente seria anterior a ter
filhos com TDAH. Não reconhecer que os pais podem ter psicopatologia anterior a ter filhos com
TDAH nega a natureza bidirecional do TDAH e da psicopatologia, e o fato de que no modelo biop-
sicossocial, a genética e outros fatores estão presentes antes que uma criança com TDAH nasça. Seus
resultados mostraram que, nas 115 famílias entrevistadas, existia uma clara tendência a manifestações
psicopatogênicas nos familiares que viviam com alguém com TDAH, em comparação com aqueles
do grupo de controle.
A natureza desafiadora e demandante das crianças com TDAH frequentemente gera conflitos no
ambiente familiar, afetando o funcionamento psicológico dos pais e sua relação afetiva. O vínculo do
casal é claramente alterado quando são colocados à prova os sentimentos de baixa autoestima, in-
satisfação e dúvidas sobre sua capacidade parental, fomentando um modelo de convivência difícil
que afeta todos os membros da família (Patiño e Martínez, 2020).
A saúde mental, a qualidade de vida e o apoio familiar recebido influenciam decisivamente as práticas
parentais, conforme demonstrado por Berenguer et al. (2019). Eles destacam a importância de grupos
de apoio emocional direcionados e estendidos aos familiares. Independentemente das características
familiares, o diagnóstico de um filho com TDAH é complexo, exigindo aconselhamento e apoio cons-
tantes para compreender e tratar de manejar esta patologia da forma mais adequada possível, na
busca de uma resposta de tratamento especializada e integral. Tornar-se pai ou mãe de uma criança
com TDAH demanda um alto investimento emocional e pessoal, não apenas em termos da atenção
diária prestada à criança, mas também em termos de proteção e estímulo para potencializar seu nível
ótimo de desenvolvimento.
Portanto, planear e realizar aquelas tarefas domésticas não relacionadas ao cuidado da criança com
TDAH pode ser árduo, dificultando a parentalidade enquanto o relacionamento do casal é negligenciado
(Quintero et al., 2021). Além disso, estar exposto a constantes críticas sociais devido ao comportamento
inadequado de uma criança com TDAH geralmente resulta na autoexclusão de situações de interação
social, por medo de rejeição ou julgamento por outras famílias (Insa, 2020). Ao mesmo tempo, a for-
mação recebida sobre o transtorno ajudará os pais a adotarem um estilo parental mais compreensivo
com as necessidades e particularidades de seu filho com TDAH, amenizando seus sentimentos de culpa
e frustração diante das tentativas malsucedidas de controle comportamental (Zheng, 2019).
Discussão e conclusões
Esta revisão sistemática compreende um total de 10 artigos que abordam a influência bidirecional
que um diagnóstico de TDAH tem tanto no funcionamento quanto na saúde mental dos familiares,
e como estes afetam a evolução clínica do transtorno. Mais especificamente, tentou-se cumprir os
seguintes objetivos:
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a) Conhecer como a implicação familiar afeta as condições do TDAH
Relativamente a este primeiro objetivo, o estudo destaca o efeito benéfico da formação para familiares
e outras entidades sociais, tanto na evolução clínica da criança com TDAH quanto no fornecimento
de ferramentas para ajudar os pais a gerir este transtorno de forma mais eficaz. Efetivamente, de-
monstrou-se que a participação dos familiares em processos formativos influencia positivamente, não
apenas no que diz respeito a um maior conhecimento e um melhor manejo da situação intrafamiliar,
mas também nas influências positivas na saúde mental dos participantes, ajudando-os a libertar ten-
sões e a reduzir sua frustração. Desta forma, os sentimentos e atitudes dos pais derivam numa maior
positividade e paciência para com seus filhos com TDAH. Assim também, quando os pais de crianças
com TDAH participam em processos formativos, isso reporta benefícios significativos na vida social
inter e intrafamiliar, melhorando a convivência, as relações entre irmãos e a amizade entre os próprios
pais (Andrades et al., 2019).
b) Analisar se os estilos parentais causam alguma influência no TDAH, e vice-versa
Quanto ao segundo objetivo, o papel que a família desempenha no cuidado e proteção da criança
é indiscutível, chegando mesmo a exigir que os diferentes membros da família reestruturem seus pa-
péis para responder da forma mais adequada possível às necessidades da criança. O exercício de um
estilo parental positivo está condicionado pela capacidade dos pais para enfrentar as condutas dis-
ruptivas de seu filho com respeito e compreensão. Toda esta pressão parece recair exclusivamente
no casal e nos demais familiares, que experienciam recorrentes sentimentos de abandono por parte
dos setores voluntário e sanitário, e mesmo das instituições educativas. Pelo contrário, a formação,
visibilidade e consciencialização social deste transtorno ajudam a gerar redes sociais mais empáticas
dentro das quais as famílias possam sentir-se apoiadas e compreendidas. O apoio destas entidades
determinará uma resposta parental precoce mais eficaz e melhor ajustada às necessidades da criança
com TDAH, determinando também a evolução do transtorno (Patiño & Martínez, 2020). Sem dúvida,
trata-se de um desafio difícil dada a ineficácia dos métodos disciplinares tradicionais que apenas exa-
cerbam as situações e conduzem a sentimentos de culpa, ansiedade, stress e uma autopercepção
negativa do papel parental. As diferentes dinâmicas familiares influenciam positiva ou negativamente
na evolução do quadro clínico do TDAH, ainda que maioritariamente sejam autodestrutivas, dados
os problemas para gerir os sintomas, e em parte devido a uma falta de informação e apoio. Assim,
os pais de crianças com TDAH costumam ser menos permissivos e mais rigorosos em comparação
com os pais de crianças sem este transtorno, observando-se certa recorrência de respostas tempe-
ramentais e estratégias de enfrentamento que conduzem ao isolamento social e à frustração, devido,
em parte, a uma autopercepção negativa de sua própria parentalidade. Quanto mais alterado está
o âmbito social familiar, maior é a probabilidade de desenvolver um estilo parental autoritário e pu-
nitivo, marcado pela rigidez e pela rejeição aos comportamentos desafiadores. Ademais, estes fatores
influenciam significativamente no vínculo conjugal, impactando nos estilos parentais, que se tornam
predominantemente punitivos, aumentando assim negativamente a já latente agressividade e impul-
sividade da criança. Pelo contrário, uma parentalidade proativa fomenta a modelagem comporta-
mental mediante o reforço de comportamentos positivos, ajudando a pessoa afetada a
autorregular-se e a suprimir condutas inadequadas (De la Rosa, 2019).
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Relação entre a criança com TDAH e o ambiente familiar: uma revisão sistemática
c) Identificar o impacto do diagnóstico de TDAH na saúde mental dos pais
Em resposta ao último dos objetivos do estudo, após analisar os resultados, consideramos como o
turbilhão de atitudes e sentimentos familiares afeta a progressão sintomática do TDAH de forma bi-
direcional. A vivência de desequilíbrios emocionais entre os cônjuges relacionados com a depressão,
o stress, a ansiedade ou a frustração ao exercerem as suas funções parentais agrava a conduta da
criança e pode alterar os vínculos relacionais entre os diferentes conviventes, especialmente os do
casal, terminando em muitos casos em separação ou divórcio (D’Onofrio & Emery, 2019). Diferente-
mente das famílias que não têm filhos diagnosticados com TDAH, os pais que os têm estão sujeitos
a maiores tensões físicas e psicológicas por terem de lidar publicamente com as condutas disruptivas
do seu filho. Estas vêm acompanhadas de uma série de conflitos vinculados às dificuldades acadé-
micas da criança ou às exigências de um entorno social alheio às características clínicas do transtorno.
Assim, este turbilhão de emocionalidade converge bidirecionalmente, afetando o progresso e os
comportamentos da criança com TDAH, provocando sérios desequilíbrios mentais nos seus familiares
e inclusive derivando na apresentação de psicopatologias. Por serem os principais agentes de refe-
rência da criança, os familiares desempenham um papel fundamental a este respeito; os seus dese-
quilíbrios mentais, comumente associados à depressão, provocam retrocessos agudos no quadro
clínico da criança, ao mesmo tempo que afetam a saúde mental de todos os membros do lar (Agha
et al., 2020; Berenguer et al., 2019). Assim, as características do âmbito familiar e da criança com
TDAH influenciam-se mutuamente de tal maneira que a falta de habilidades parentais, as práticas de
criação ineficazes e incoerentes ou a disfunção conjugal condicionam a expressão e o curso do TDAH
(D’Onofrio & Emery, 2019).
Finalmente, importa referir que o presente estudo tem certas limitações devido à escassez de inves-
tigação publicada no que diz respeito ao TDAH e às suas repercussões na convivência. A recente
emergência e crescente visibilidade do TDAH trouxe consigo a necessidade de ampliar e atualizar a
investigação sobre este transtorno do neurodesenvolvimento e as suas vulnerabilidades. O presente
estudo procurou aprofundar esta área de conhecimento e dar uma visão geral das suas implicações
no contexto familiar, reafirmando o efeito bidirecional da influência TDAH-progenitor. Segundo os
resultados, a falta de formação e informação que caracteriza a resposta familiar é sem dúvida um as-
peto de vital importância, uma vez que determina tanto a evolução clínica do TDAH como a saúde
mental de todos aqueles que convivem com uma pessoa afetada. Como indicámos, a formação fa-
miliar é fundamental para poder responder com eficácia às necessidades de uma criança com TDAH
sem se encherem de culpa e desesperança.
Além de fornecer uma visão geral do TDAH e de como afeta a família imediata, consideramos que
esta análise da literatura ajudará a uma compreensão mais completa do transtorno e dos erróneos
estilos parentais que dele derivam, dotando os leitores que se encontrem numa situação similar de
uma forma mais adequada de o gerir e de se empoderarem ao sentirem-se acompanhados ao longo
deste processo. Também incentivará futuros investigadores a avançar neste campo de estudo.
Sem dúvida, o âmbito familiar desempenha um papel primordial na identificação e no desenvolvi-
mento deste transtorno, exigindo, portanto, a aquisição de uma série de habilidades relacionadas
com a paciência e a assertividade para assegurar uma parentalidade positiva e proativa. Desta ma-
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neira, os pais podem chegar a compreender a natureza desafiante do comportamento do seu filho
como um efeito da sintomatologia clínica do transtorno, e não como uma decisão arbitrária adotada
voluntariamente pela criança (Zheng, 2019).
Privacidade: Não se aplica.
Declaração sobre o uso de Inteligência Artificial: A autora do presente artigo declara que
não utilizou Inteligência Artificial em sua elaboração.
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Data de receção do artigo: 14 de julho de 2025
Data de aceitação do artigo: 25 de agosto de 2025
Data de aprovação para maquetização: 1 de setembro de 2025
Data de publicação: 10 de janeiro de 2026
Notas sobre a autora
* Célia Gallardo Herrerías obteve a Licenciatura em Educação Infantil, o Mestrado em Educação Especial e o Doutoramento
em Educação pela Universidade de Almería, em Almería, Espanha. Foi professora convidada na Universidade Católica
de Santiago de Guayaquil, no Equador, e pelo Departamento de Parques e Recreação da cidade de Miami, nos Estados
Unidos. É autora da obra Investigação sobre a atenção educativa e comorbilidade no transtorno do espectro autista.
Além disso, é conferencista e coautora de artigos de investigação em diversas revistas científicas internacionais. Atua
como professora no Departamento de Educação da Universidade de Almería, em Almería, Espanha. Email:
cgh188@ual.es
Celia Gallardo Herrerías
Instituto de Estudios Superiores de Investigación y Postgrado
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